Chora viola e Lira Paulistana

        

Durante a fase “heróica” da banda, engalfinhavam-se num só palco violões, violas, cavaquinho, percussão, nipe de metais, além das três vozes femininas. Esse conglomerado de instrumentos dava ao Paranga o curioso status de “big-band caipira”. E foi com esse espírito inovador que o grupo lançou um dos trabalhos mais felizes da chamada música regional: o álbum Chora viola, canta coração, de 1982.

        

A boa aceitação do LP junto à crítica especializada impulsionou ainda mais a carreira do grupo, que passaria a freqüentar os palcos do país.

        

No começo da década de 80 – paralelamente à cena pop-rock, em que bandas como Titãs, Ultraje a Rigor e Ira! comandavam a festa –,  vinha à tona o que veio a se chamar de Vanguarda Paulistana: movimento de cunho experimentalista, que trabalhava letras de humor refinado, ao mesmo tempo que fundia as raízes musicais brasileiras ao rock e à música erudita contemporânea. Foi no principal reduto desse movimento, o Teatro Lira Paulistana, que o mosaico musical do Paranga ganhou maior acolhida de público, os luizenses marcando época ao lado de artistas como Arrigo Barnabé, Itamar Assunção e grupos como Premeditando o Breque, Rumo e Língua de Trapo.

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