A gênese do carnaval caipira

 

Atualmente, o carnaval atrai turistas à cidade de São Luiz do Paraitinga, cidade que, além de possuir o maior complexo arquitetônico tombado de São Paulo, adquiriu também o status de possuir o melhor carnaval de rua do estado.

 

A combinação de nostalgia com modernidade, uma das características mais marcantes do Paranga, definiu também a sonoridade do carnaval luizense. Ao mesmo tempo que resgatou o espírito dos antigos bailes de salão, o grupo ampliou o leque musical do gênero, inserindo nele elementos da cultura regional e influências contemporâneas sem que, com isso, houvesse descaracterização.

 

Não seria exagerada a afirmação de que a história do carnaval luizense se confunde com a trajetória do Paranga. Confirmando a tese que define o artista como “antena” da sociedade, o grupo tão somente deu voz ativa a um sincretismo musical que há muito fermentava no inconsciente dos músicos de São Luiz.     

 

Geograficamente isolada no topo da Serra do Mar, de economia predominantemente agrícola e alheia ao processo de industrialização pelo qual passaram outras cidades do Vale, São Luiz do Paraitinga manteve vivos muitos traços da cultura tradicional do homem caipira. Assim, a pulsação das congadas, dos catiras, dos moçambiques e das marchinhas juninas reinava soberana nos festejos populares da cidade.

 

Aos poucos e naturalmente, os músicos de São Luiz Paraitinga começaram a imprimir um sotaque caipira às marchinhas. “O que houve foi o encontro entre a marchinha junina, que nós ouvíamos na roça, e a marchinha carioca de Lamartine Babo”, define o compositor Marco Rio Branco, que sempre acompanhou de perto o trabalho do Paranga.

 

Pode-se dizer que São Luiz reinventou a marchinha de carnaval, encontrando nela o meio perfeito para expressar a cultura e a alegria de seu povo.

 

Voltar para Histórico